sábado, 26 de setembro de 2009

Como formar, treinar e dirigir equipes de vendas, por César Frazão


Adquiri este livro com o intuito de somar a tantas outras informações que estou reunindo para desenvolver um novo Curso em Vendas e me surpreendi com a objetividade do autor.
César Frazão aborda com muita propriedade, questões da rotina do vendedor assim como dos supervisores e gerentes e para quem ocupa um desses cargos observa que as informaç
ões são relevantes apesar de não serem desconhecidas.
Este é um daqueles livros que nos lembram do quanto por vezes estamos distantes de fazer o que é certo e do que gera resultado, apesar de conhecermos a melhor forma.
É de leitura muito rápida e contém dicas pontuais.
Sugiro que gerentes e supervisores de vendas leiam e que estes sugiram às suas equipes que também o façam, para posteriormente se reunirem, trocarem informações e quem sabe até, provocar mudanças na sua rotina e na rotina dos vendedores.



terça-feira, 22 de setembro de 2009

O jogo do anjo, por Carlos Ruiz Zafón


Terminei de ler "O jogo do anjo". O autor Carlos Ruiz Zafón, espanhol, autor do best-seller "A sombra do Vento" consegue prender a atenção do leitor da primeira à última página.
O livro narra parte da vida do personagem David Martin, escritor, de orígem muito humilde e que com o seu talento consegue se tornar respeitado no jornal em que trabalha, até que a sua vida começa
a tomar um rumo para o qual não estava preparado. E será que Martin algum dia poderia estar preparado para o que lhe veio a ocorrer?
Todo esse enredo se passa na antiga Barcelona, início do século passado, e tem como parte do cenário, o Cemitério dos Livros Esquecidos.
Como o próprio autor definiu em uma entrevista à Folha: “Ler um romance é como passar férias no cérebro do autor”,
Tirem férias na cabeça do autor e depois venham postar os seus comentários aqui.
Vou gostar de saber a opinião de vocês sobre o livro.
Excelente leitura para todos.
E a propósito, estou iniciando a leitura de A sombra do Vento.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Vendedor fiel, cliente fiel, por Marcelo Caetano


Mais um livro! Mais aprendizado!

O autor Marcelo Caetano, consultor em Vendas e Fidelização de clientes busca fortalecer a idéia de que a manutenção dos clientes é mais importante do que a busca por novos clientes, e que neste princípio se encontra uma das bases para a construção de uma empresa sólida, com uma carteira de clientes consumindo constantemente, mas para isso, segundo Marcelo Caetano, é importante surpreender o cliente com novidades, aumento e alterações no mix, atendimento diferenciado e
personalizado, dentre outros tantos aspectos importantes que vão resultar no objetivo maior que é o de manter o cliente satisfeito.

É um livro de leitura rápida. É sucinto, objetivo, claro e contém orientações práticas.

Gostei muito e recomendo.


domingo, 16 de agosto de 2009

Humildade nas Organizações


Admiro aquelas pessoas que normalmente são chamadas pelos outros de profissional multifuncional ou "bombril". Algumas características são comuns a estas pessoas, tais como: comprome
timento, garra, atitude, desprendimento, vontade, autoconfiança e tantos outros atributos que tornam estas criaturas tão especiais.

Creio que por isso, se destaquem em tudo o que se propõem a fazer. Buscam fazer o melhor, de maneira prática, ágil, para dar tempo de cumprir com tantas outras tarefas, porque pessoas assim não param. Esão sempre envolvidas em compromissos, assumem com diversas frentes e cumprem.

Enquanto isso, vão se divertindo fazendo o que gostam, servindo e sendo servidos, acumulando conhecimento, aumentando o networking, e deixando portas abertas pelos 4 cantos.

E daí vem a importância do que o sociólogo italiano Domenico de Masi, autor do Livro Ócio Criativo diz: "O que não vai caber no mercado é o bitolado que não enxerga além do seu ramo de atuação".

Para estes que já estão acostumados a lidar com as diferenças e mudanças, não encontrarão dificuldade em se inserirem num mercado que busca por profissionais interessados em conhecer sobre todos os setores de uma Organização ou indo mais além, interessados em conhecer sobre diversos segmentos nas diversas Organizações. Ávidos por aprender, interessados e antenados com o mercado, percebem que este comportamento é um investimento tanto na vida profissional quanto na vida pessoal.

Não citei uma característica normalmente presente neste profissional e possivelmente a mais importante, pois é esta que alimenta as demais, que é a humildade.

A minha admiração por eles repousa em particular, na presença desta característica.




terça-feira, 11 de agosto de 2009

Comer, Rezar e Amar, por Elizabeth Gilbert





"Comer, rezar, amar", de Elizabeth Gilbert. Este foi o último livro lido!

Liz Gilbert se divorcia, logo após se apaixona e depois deste relacionamento conturbado, decide aprender o idioma italiano, mas na Itália. Decide também se dedicar à arte da devoção, mas na India e finalmente decide buscar o equilibrio espiritual, em Bali!

Tudo indica que a autora realmente vivenciou cada minuto relatado, tal a naturalidade com que se expõe. Os fatos são contados como se estivesse escrevendo num blog, ou melhor, num diário em que poucos pudessem ter acesso. Talvez alguns poucos bem selecionados e foi assim que me senti ao ler cada página do livro.

É um livro que emociona, que faz rir, que provoca a empatia, que sugere, que anima, que leva à reflexão, além de oferecer informações interessantes sobre a cultura dos países visitados pela autora.

Alguns trechos me chamaram a atenção e estão marcados ao longo do livro, mas um em especial faço questão de transcrever aqui:

" Nós buscamos a felicidade por toda a parte, mas somos como o mendigo da fábula de Tolstoi que passou a vida sentado em cima de um pote de dinheiro,,mendigando centavos de todos os passantes, se saber que sua fortuna estava bem debaixo dele o tempo todo."

Uma excelente leitura!







sexta-feira, 17 de julho de 2009

Por um Fio, de Dráuzio Varella



Li uma indicação deste livro e tão logo pude, iniciei a leitura, que no mínimo me surpreendeu, pela simplicidade, humildade e cuidado com que o autor vai narrando fatos acontecidos ao longo da sua vida profissional e até mesmo pessoal. Momentos de decisões considerando os erros e acertos, são descritos com detalhes.

Muito me emocionou a sua percepção sobre as dores e angústias dos seus pacientes quando estes percebem que suas vidas estão por um fio. E, mais ainda é a mudança que se opera nos pacientes terminais, que diante da morte próxima, iniciam transformações em si, e bem diferente do que se imagina, estas transformações em sua maioria, são positivas, segundo o autor Drauzio Varella.

Como o autor mesmo diz num trecho do seu livro "Custei a aceitar a constatação de que muitos de meus pacientes encontravam novos siginificados para a existência ao senti-la a esvair-se, a ponto de adquirirem mais sabedoria e viverem mais felizes que antes, mas essa descoberta transformou minha vida pessoal: será que com esforço não consigo aprender a pensar e a agir como eles enquanto tenho saúde?"


Adorei o livro e indico porém com algumas reservas. Pessoas que estejam passando por períodos de depressão ou que sofram de hipocondrismo, devem evitar a leitura.

O livro é rico em detalhes sobre doenças e sua sintomatologia.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Velo muito cedo. Sábio muito tarde, por Gordon Linvingston.


A partir de hoje (13/07/09) estou acrescentando mais um tema ao blog. Quem me conhece sabe que adoro literatura e leio diversos estilos, então, a cada livro lido vou postar comentários sobre o mesmo.
E para inaugurar este novo espaço, nada como começar comentando.

Li o livro em dois dias. O autor não é conhecido e tem apenas dois livros editados.O título do livro sobre o qual comento é "Velho muito cedo. Sábio muito tarde" e o autor é o psiquiatra Gordon Linvingston, que ao longo do livro nos leva a refletir sobre os acontecimentos em nossas vidas, de como reagimos a estes, e das consequências.Também reforça a seu ver os três componentes da felicidade: algo para fazer, alguém para amar e algo para desejar. 


Gostei muito do livro. O autor demonstra muita humildade ao admitir suas fragilidades e se coloca como pessoa comum, apesar da sua formação e da sua vasta experiência com a psiquê humana.

Vale a pena ler!

domingo, 7 de junho de 2009

Medo


Tenho estado ausente do blog, e acreditem, sinto uma falta danada, mas me faltou inspiração, fazer o quê?

Às vezes os textos vem de uma só vez, sento e digito em poucos minutos.Outras vezes as idéias vão se desenhando, vou associando a alguns trechos de livros, a comentários aqui e acolá, a experiências do dia-a-dia...e então, escrevo!

Venho refletindo sobre o tema Medo. "Coincidentemente" recebi de um amigo a seguinte mensagem:

"Sature cada respiração sua com amor. O amor não conhece o medo. O medo arrasta o homem para a falsidade, a injustiça e o mal. O amor não anseia por elogio. Somente aqueles que não possuem amor anseiam por recompensa e reputação. O amor é sua própria recompensa. Quando você estiver ansioso para colocar oferendas diante de Deus, ofereça amor em vez de meros objetos materiais. O amor não é uma mercadoria; por isso, não pechinche seu custo. Deixe-o fluir puro do coração, como um fluxo de Verdade, um rio de Sabedoria. Não o deixe emanar da cabeça, nem da língua. Deixe-o emergir, pleno e livre, do coração."

Sathya Sai Baba

Nem é preciso comentar sobre a mensagem, de tão linda e verdadeira, porém como tenho pensado muito sobre Medo, a frase em negrito me chamou a atenção e é sobre isso que quero aqui comentar.

Antes de ler esta frase "O medo arrasta o homem para a falsidade, a injustiça e o mal" já havia comentado com uma amiga algo semelhante.

Vejam só, que por medo de perder o "status quo" pessoas passam por cima de valores como ética, integridade e até passam por cima de pessoas, para se manterem em seus cargos, seus empregos ou por manterem seu status;

Por medo de perderem a "estabilidade" num relacionamento, mentem , perdem a identidade deixando de lado o que são para serem o que outro deseja que sejam;

Por medo de perderem amigos fingem ter o que não têm, ser o que não são, gostarem do que de fato não gostam, ir a ambientes que não desejariam ir, conviver com pessoas de quem não gostam;

Por medo de se perderem de si mesmos, se enganam e verdadeiramente se perdem.

O medo é saudável desde que em equilibrio, como tudo!
O medo de sofrer uma agressão, um assalto é algo natural considerando que faz parte da dura realidade que encontramos no nosso dia-a-dia, então, ter medo nos leva a manter certos cuidados para que resguardemos a nossa vida, o nosso bem estar, porém um medo exacerbado que nos leva a reagir agressivamente a qualquer aproximação deixa de apresentar traços de um medo equilibrado.
Assim entendo que seja em relação a qualquer outro medo que tenhamos.
Medo de perder a estabilidade de um emprego é natural e nos direciona a trabalhar por resultados, chegando mesmo a nos dar um toque motivacional e esta reação é positiva a nós mesmos e a todas as pessoas que trabalham em nosso redor;

E assim, todos os demais medos podem somar para as nossas vidas, desde que tenhamos sempre em conta a manutenção do equilibrio , caso contrário, os medos só tornarão realidade aquilo que até então era somente sentimento.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A que viemos?


Certa vez, aborrecida com algumas atitudes mesquinhas, criei uma comunidade no orkut, intitulada "Dinheiro desmascara pessoas". Se há uma maneira simples de conhecer o caráter das pessoas é observar o comportamento delas com e sem dinheiro e a reação delas diante das oscilações que o dinheiro lhes provoca.

Essas oscilações não me decepcionam já há alguns anos, porém muito me impressiona quando me deparo com pessoas que sabem manter o caráter, humildade e dignidade perante esses percalços, tal a raridade de encontrá-los.

Fico penalizada diante daqueles que mesmo tendo vivido uns bons longos anos, ainda não tenham conseguido perceber que levaram uma vida toda brigando por algo que não poderão levar consigo.

Às vezes chego a pensar que a busca pelo poder, pelo dinheiro é uma fuga de si mesmo. Enquanto se distraem ( e que distração) nessa corrida, não há tempo pra olharem pra dentro.

A vida vai passando e mais distantes ficam do sentido de viver.

Que ironia! Vivos que não vivem! E quando morrerem por quanto tempo permanecerão vivos na memória dos que ficam?

A que vieram?


domingo, 19 de abril de 2009

A Fórmula


Após alguns longos anos de observação e muita leitura, posso afirmar e, sem receio de errar, que fórmulas reais, só mesmo aquelas que envolvem uma boa ciência exata.Quando se fala em seres humanos, e aí envereda-se para a ciência humana..."o buraco é mais em baixo".

Gosto de literatura de auto-ajuda. Já li e ainda leio diversos livros de autores que encontraram a fórmula para uma série de assuntos problemáticos do ser.

Encontraram mesmo? Se assim fosse, fácil seria superar qualquer dificuldade emocional. Os terapeutas estariam "quebrados".
Naturalmente que a experiência pessoal dos autores é importante, mas não mais importante quanto a experiência e percepção de um amigo que decide se abrir comigo, tomando um bom café, num final de tarde.
Leio um destes com o interesse de buscar conhecer experiências diversas às minhas.Não busco fórmulas, nem soluções rápidas. O que é solução para uns, não é solução pra mim e vice-versa.
Porém, somando-se as diversas informações, consigo formar uma boa massa critica, que é sempre bem vinda.
Conheço muitas pessoas que se incomodam em assumir que gostam deste estilo de literatura.
É mais uma oportunidade que surge, de observá-los.Tento perceber o que pode haver por trás dessa atitude.Entendo que muitos autores apelam, a tal ponto que chegam a cair no ridiculo, mas em contrapartida, há autores que desenvolvem muito bons textos, geradores de bons "insights".
É tão desconfortável assim se deparar com as angústias do próximo e perceber que são tão semelhantes as nossas? Ou será que não precisam conhecer mais nada sobre o que gira e acontece em torno de sí?
Sabe-se lá!Repito...não há fórmulas. Não conhecemos quase nada do outro para chegar a definir os motivos disso ou daquilo.
Quantas vezes levamos até alguns anos para entendermos as nossas decisões tomadas? E chega alguém tão prepotente querendo saber mais sobre o que nem nós sabiamos.
Literatura, seja qual for o estilo, desde auto-ajuda, até ficção, épicos e por aí vai...., todo o conteúdo tem orígem na percepção do autor e de como ele vê o que acontece dentro e em torno dele.

Gostaria de poder deixar como herança alguma fórmula de como ser feliz, de como alcançar o sucesso, ou mesmo de como criar filhos perfeitos, mas o gostoso da vida é a constante busca pela FÓRMULA!